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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Corporeidade

1.
“Foi em um longo caminho, de milhares de anos, que o homem construiu sua corporeidade. O homem representa, ele próprio, diante da natureza, o papel de uma força natural. Ele põe em movimento, por meio de suas pernas, braços, cabeça e mãos, as forças de que é dotado e se apropria das matérias para lhes dar uma forma útil à sua vida. Foi assim que construiu sua corporeidade e, por isso, podemos afirmar que a formação dos cinco sentidos externos é um trabalho de toda a história mundial até o presente. (Marx e Engles, A ideologia alemã, 1987)”
A história nos demonstra que a atividade do homem não é conseqüente à posse de uma estrutura própria- a motricidade- para agir; que ao homem não lhe é inerente correr, saltar, escalar, levantar ou carregar. Também nos demonstra que essas atividades não são atos naturais representativos de uma necessidade de atividade do organismo. Exemplo disso, nadar é um ato natural somente dos animais inferiores geneticamente condicionados. O homem tem que aprender.

2.
“Observe que raciocinando desse modo, o correr, o saltar, o escalar, o nadar, o dançar ou a execução de outras atividades corporais passam a ser atos naturais que representam a necessidade de atividade do organismo. Definindo-se essas atividades como movimentos naturais, define-se também, que não precisam ser ensinados e portanto podem ser tratados a partir de simples classificações, tais como: movimentos locomotores, não-locomotores e manipulativos naturais” . (Anita Harrow, Taxionomia do movimento motor, 1978)
Essa lógica reforçou o pensamento de que todo movimento que o homem realiza é possível porque possui uma estrutura própria, a psicomotricidade. Sendo assim, correr, saltar, nadar, escalar, dançar ou executar outras atividades corporais seriam atividades inerentes ao homem.

Questão

1. Lendo e entendendo essas duas premissas, qual delas faz mais sentido para você? Por quê? Você daria outra explicação para a origem do movimento humano?

Um comentário:

Anônimo disse...
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